
Amo-te até onde me permitem.
Ou talvez a permissão não chegue perto do apego que meu coração cria quando se trata de você, e de teus lábios deslumbrantes, e teus olhos arrebatadores, e teu toque inacreditável. E da minha queda quando não sinto o teu carinho pela noite. E do abismo profundo em que entro quando a falta de teu amor me apavora. Eu imploraria suicídio se não pudesse sentir a tua respiração ofegante em meu ouvido, ou ouvir seus sussurros inconfundíveis. Virou rotina pedir aos céus que te guardem para meu amor, aqui, comigo, enquanto eu respirar; Então te peço que puxe o cobertor para concluir a minha certeza de que está ali, ao lado esquerdo da cama. Esse lado costuma ser o teu, e não aceito substituições. E se cansar-te da rotina, meu bem, nós podemos trocar uma vez ou outra. Ou dormir no sofá. Ou no chão. Na areia, no jardim. Ou podemos ficar acordados. Em qualquer lugar se eu estiver contigo, apenas permaneça ao meu lado como minha calma, meu remédio, meu apego, minha cápsula, meu protetor, meu parceiro de crime, meu amante, meu amigo. Só esteja e poderás ser o que quiser, meu bem. Contanto que me beije lentamente para que eu sinta, e segures minha mão quando a solidão bater á minha porta, mas entrar sem avisar. E entre sem avisar tu também. E se quiser ficar para sempre, aceito a condição. Entre, e não saia. E durma ao meu lado. E me proteja da escuridão que é sem você. E me ame além. E me queira como nunca, todas as noites. E diga, repita, que teus olhos são meus. E diga também, que suas carícias são minhas. Sem elas não sou eu por inteira. Como dizem, querido: ”Essa não é mais uma história de amor. Essa é a história do Amor.”
Com a conclusão: Amo-te até onde não me permitem.
Eterna por ser tua.
Eterna, por ser meu.
Amo-te até onde me permitem. Ou talvez a permissão não chegue perto do apego que meu coração cria quando se trata de...